Este artigo descreve como as organizações jornalísticas estão explorando nos computadores de mesa e nos laptops a ideia do jornal personalizado, popularizada por Nicholas Negroponte nos anos 1990. A pesquisa é de abordagem exploratória e descritiva. Para a obtenção dos dados, adotouse a análise de conteúdo, utilizada mediante a construção de categorias definidas a priori, que consideraram os objetivos da pesquisa e os estudos sobre customização em massa e personalização na web. Foram analisados 43 jornais mundiais que atraem um número significativo de usuários únicos por mês, 42, em todas as categorias de análise. A maioria dos jornais oferecia acesso livre às notícias, poucos limitavam a leitura de notícias mediante assinatura ou registro do usuário no site. Trinta e quatro de 37 jornais que apresentavam Política de Privacidade declaravam que coletavam informações sobre os usuários via cookies, associados ou não com outras tecnologias de rastreamento, para direcionar conteúdo editorial e comercial, bem como desenvolver novos produtos e/ou serviços. Em relação aos recursos de personalização de notícias, 36 jornais adotavam um ou mais recursos de personalização adaptável, os quais demandam tempo e esforço do usuário para configurar suas preferências; 38 incorporavam personalização efêmera e, apenas dois, personalização persistente, ambos classificados como recursos de personalização adaptativa. Os resultados indicam que a personalização nos jornais está em curso e tende a aumentar para maximizar as receitas online em um momento que poucas organizações conseguem fazer do jornalismo online um negócio rentável.
Referência: SCHMITT, V.; VARVAKIS, G. Personalização no jornalismo on-line: Uma análise de conteúdo dos principais jornais. Datagramazero (Rio de Janeiro), v. 14, p. 05, 2013.
Artigo Completo
Tags:
Conteúdo dirigidoCustomização em massaIndividualizaçãoJornalismo onlineNotícias onlinePersonalização
Introdução: O desenvolvimento de uma metodologia para avaliar a qualidade dos serviços prestados pode auxiliar os gestores na análise e interpretação dos processos desempenhados em suas atividades de trabalho. A gestão eficiente de serviços em unidades de informação requer instrumentos que possibilitem o planejamento adequado de processos e serviços.Objetivo: Desenvolver uma metodologia de avaliação dos serviços das unidades de Informação, a partir de um levantamento bibliográfico relativos à Gestão de Unidades de Informação. Metodologia: A metodologia de avaliação da qualidade em Unidades de Informação foi denominada QualiServI 1.0 (Qualidade em Serviços de Informação), que consiste em cinco etapas. Resultados: Em organizações prestadoras de serviço, especialmente Unidades de Informação, onde se discute o impacto da tecnologia, a adoção de fontes eletrônicas e as necessidades da comunidade acadêmica, é fundamental avaliar a qualidade dos serviços e a satisfação de seus usuários.Conclusões: Conclui-se que a QualiServI 1.0 permite avaliar a qualidade de serviços em UIs e, consequentemente, melhorar os processos. A metodologia aqui proposta pode ser empregada pelos gestores de Unidades de Informação como ferramenta gerencial, contribuindo com o desenvolvimento de uma gestão mais eficaz, voltada aos usuários da organização. Palavras-chave: Gestão de Unidades de Informação. Avaliação da qualidade em Unidades de Informação. Serviços em Unidades de Informação.
Referência: PASSOS, K. G. F. dos; MENEGATTI, Y.; SILVA, J. M. da; VARVAKIS, G Avaliação da qualidade dos serviços em unidades de informação: proposição de uma metodologia. Informação & Informação (UEL. Online), v. 18, p. 154-174, 2013.
Artigo completo
Tags:
Avaliação da qualidade em Unidades de InformaçãoGestão de Unidades de InformaçãoServiços em Unidades de InformaçãoUnidades de Informação
O Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), criado há décadas, institucionaliza a forma organizacional da interação do Brasil com o continente antártico, visando a objetivos diversos e desenvolvendo conhecimentos com base em uma relação com vários atores de uma política pública específica. Por outro lado, a gestão desse programa é uma interação de interesses interministeriais, dentre outros stakeholders, e pode ser vista como um processo dentro de uma lógica de gestão do conhecimento, promovendo ativos de conhecimento ou capitais intelectuais. Partindo do questionamento de qual é a eficiência do PROANTAR na gestão do capital intelectual, utilizou-se uma metodologia qualitativa, tendo em vista desvelar uma realidade subjetiva, com um levantamento de dados por entrevistas. Percebeu-se que há uma promoção de parte dos elementos constitutivos do capital intelectual, nomeadamente o capital social, porém com carência de uma gestão sistêmica e integradora para a realização plena dos objetivos institucionais e promoção do conhecimento desenvolvido.
Referência: VARVAKIS, G.; DIAS, M. A. H. ; NAKAYAMA, M. . Capital intelectual em programas públicos: percepções do PROANTAR. Navus Revista de Gestão e Tecnologia, v. 3, p. 143-151, 2013.
Artigo completo
Tags:
Capital IntelectualGestão PúblicaPercepção
O presente trabalho alinha-se à visão de que a criação de riqueza em regimes de rápida mudança depende em grande medida da capacidade de aperfeiçoar tecnologias, processos e a gestão interna da empresa. Isso é permitido na medida em que a organização equilibra suas capacidades referentes à eficácia e eficiência de suas operações (explotação) àquelas ligadas às novas formas de negócio e exploração de oportunidades (exploração). O objetivo desta pesquisa consiste na realização de uma busca e análise sistemática da literatura que aborda as capacidades das organizações sob a lente da ambidestria e orientação estratégica em ambientes de elevada turbulência. A sessão de resultados apresenta as principais abordagens referentes às capacidades de exploração e explotação dos recursos e orientação estratégica. Apresenta-se também uma análise a respeito de como o ambiente modera e influencia a utilização desses recursos em contextos de rápida mudança e elevada instabilidade. Identificou-se que parte das pesquisas não expõe de forma clara a relação entre a ambidestria e outros constructos. Quando associados aos termos relacionados a ambientes turbulentos, muitas vezes são utilizados apenas de forma superficial, servindo somente de contexto para o estudo; em outras vezes, é abordado de forma mais ativa, sendo apresentado como moderador direto sobre as variáveis analisadas. Novos trabalhos devem considerar a ambidestria organizacional no curto prazo e suas respectivas implicações de desempenho no longo prazo. Existe ainda a necessidade de criar uma visão mais dinâmica de como organizações ambidestras adaptam-se às mudanças, considerando o impacto sobre a orientação estratégica em diferentes contextos.
Referência: KURTZ, D. J.; VARVAKIS, G. Estudo das capacidades organizacionais sob a lente da ambidestria: uma abordagem a partir do ponto de vista estratégico. Navus Revista de Gestão e Tecnologia, v. 3, p. 152-162, 2013.
Artigo completo
Tags:
AmbidestriaAmbientes TurbulentosEstratégia OrganizacionalExploraçãoExplotação
Apresenta e discute a aplicação do Diagrama de Mudge, ferramenta que quantifica o grau de importância de cada função existente em uma organização, o Centro de Informação do BRDE. A aplicação teve caráter exploratório e ilustrativo da ferramenta. Os dois grupos de participantes entrevistados foram 11 usuários/colaboradores da instituição e a equipe técnica do CI composta por uma bibliotecária e uma estagiária de biblioteconomia. Identificou-se diferenças na percepção de valor do usuário e da equipe técnica da unidade bem como o crescimento do serviço de referência educativo, o usuário percebendo valor no tratamento diferenciado da informação e onde devem ser realizados os investimentos, considerando o valor atribuído pelos usuários.
Referência: SENA, P. M. B.; TREVISOL NETO, O.; VARVAKIS, G. Gestor e usuários: duas visões da proposta de valor de um centro de informação. Revista ACB (Florianópolis), v. 18, p. 979-1000, 2013.
Artigo completo
Tags:
Análise de valorBibliotecaDiagrama de MudgeUsuários
Reflexão sobre a gestão da informação em uma época caracterizada pela urgência na tomada de decisão e o déficit de atenção. Contextualiza a gestão, mostrando sua origem, definições e objetivos. Apresenta os estilos e os modelos de gestão. Alerta sobre a importância de gerir a informação dentro de uma perspectiva sistêmica, considerando esse processo dentro de um todo integrado, com foco na inter-relação e interdependência entre as partes da organização e o ambiente externo no qual a mesma está inserida.
Referência: STARCK, K. R.; VARVAKIS, G.; SILVA, E. L. Los estilos y los modelos de gestión de la información: alternativas para la toma de decisión. Biblios (Lima), v. 52, p. 59-73, 2013.
Artigo completo
Tags:
Estilos gerenciais da informaçãoGestão da InformaçãoModelos de gestão da informação
Ao verificar a situação atual dos processos de uma Indústria de Confecção, este trabalho tem como objetivo sugerir um plano de eliminação dos desperdícios por meio de melhorias que agregam valor ao processo produtivo. Para isso, utilizou-se a abordagem do pensamento enxuto e, como ferramenta, o mapeamento do fluxo de valor. Inicialmente, foi possível identificar desperdícios com espera entre os processos e consequentes atrasos nas entregas aos clientes. Como principal contribuição, este estudo apresenta um plano de redução dos desperdícios no processo produtivo, alinhando as constatações teóricas apresentadas pelos estudos estratégicos de gestão de processos e operações com as práticas de melhorias na capacidade competitiva da organização.
Referência: ROSSATO, J.; SOUZA, L. L. C.; FORCELLINI, F. A.; VARVAKIS, G. Fluxo de valor de uma Indústria de Confecção: uma análise a partir do pensamento enxuto. Espacios (Caracas), v. 34, p. 4, 2013.
Artigo completo
Tags:
indústria de confecçãoMapeamento do Fluxo de ValorPensamento enxuto
O presente estudo visa abordar questões relacionadas ao processo de lições aprendidas em projetos, tendo como foco de análise a gestão do conhecimento. O ponto de partida constituiu da seguinte questão: Sob a ótica da gestão do conhecimento, o processo de gerar lições aprendidas pode agregar valor à gestão de projetos? A partir disso, iniciou-se a busca científica para responder esta indagação, por intermédio da busca sistemática de literatura. Assim, este estudo considerou 102 artigos publicados em revistas e journals científicos, que apresentam estudos empíricos em gestão de projetos, gestão do conhecimento e lições aprendidas, encontrados nas bases de dados Scopus. Este estudo aponta: o porque, o quando e o como o processo de lições aprendidas pode ajudar a mitigar os riscos associados a projetos; obter uma melhor compreensão das atividades envolvidas; melhorar os processos de gestão do conhecimento; ter o aumento sistemático das competências dos envolvidos e; identificar a causa raiz de sucessos e fracassos, ajudando a melhoria do processo.
Referência: FERENHOF, H. A.; FORCELLINI, F. A.; VARVAKIS, G. Lições Aprendidas: Agregando Valor ao Gerenciamento de Projetos. Revista de Gestão e Projetos, v. 4, p. 197-209, 2013.
Artigo completo
Tags:
Gerenciamento de ProjetoGestão do ConhecimentoProcesso de Lições Aprendidas
As Organizações Públicas de Turismo exercem a função do Estado em fomentar atividade turística em seu destino turístico. Fomentar significa definir políticas públicas, como gestão de destinos turísticos por meio dos portais turísticos (websites) de gestão pública. O objetivo deste artigo é apresentar um modelo de referência para avaliação de portais turísticos com o suporte da gestão do conhecimento. Como método de pesquisa, utilizou-se o triangular a partir da construção de um modelo de referência (teórico) e na construção de instrumentos de coleta de dados quantitativo e qualitativo. Foram analisados vinte e nove portais turísticos gerenciados por Organizações Públicas de Turismo do Brasil. Como resultado, afirma-se que os portais turísticos analisados não foram arquitetados para dar suporte à gestão do conhecimento e que seu uso é subutilizado enquanto ferramenta estratégica de gestão de destinos turísticos. Em relação ao modelo proposto, mostrou-se válido, e os resultados obtidos permitiram uma reflexão por parte das Organizações Públicas de Turismo de todas as instâncias de governança e das organizações privadas da necessidade de reverem suas estratégias de gestão dos destinos turísticos em relação à promoção e comercialização de produtos e serviços turísticos.
Referência: BIZ, A. A.; TODESCO, J. L.; RADOS, G. J. V. Modelo de referência para avaliação de portais turísticos com o suporte da gestão do conhecimento. Gestão & Produção (UFSCAR), v. 20, p. 803-813, 2013.
Artigo completo: Modelo de referência para avaliação de portais turísticos com o suporte da gestão do conhecimento
Tags:
Administração PúblicaEstratégiaGestão do ConhecimentoPortais turísticosTurismo
A compreensão de como ocorre o fluxo de conhecimento interorganizacional pode auxiliar na melhoria, solução e/ou minimização de problemas associados aos processos nas cadeias produtivas onde estão inseridas as organizações. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo verificar como ocorre o fluxo de conhecimento interorganizacional dentro de uma cadeia produtiva (segmento pecuário da cadeia suinícola), e como este fluxo influencia o desenvolvimento do setor. Para sua realização, partiu-se do pressuposto que a identificação e mapeamento de fluxos de conhecimento podem ajudar na compreensão de como os conhecimentos criados em um determinado contexto são modificados depois de um processo de compartilhamento. As três agroindústrias pesquisadas fazem parte do sistema de cooperativas de produção integrada AURORA. A coleta dos dados foi realizada junto aos gestores responsáveis pela integração e a três produtores integrados de distintos perfis de cada cooperativa. Foi possível observar distinções nos processos entre as três cooperativas estudadas, assim como uma associação positiva entre os fluxos e as capacidades relacionadas à absorção e compartilhamento de conhecimento por parte dos produtores integrados. Foram propostas ainda práticas para a gestão do conhecimento, como alternativas ao incremento dos fluxos e capacidades de acumulação de conhecimento.
Referência: KURTZ, D. J.; SIERRA, E. J. S.; VARVAKIS, G. Fluxo de conhecimento interorganizacional: estudo de múltiplos casos em uma cadeia produtiva. Espacios (Caracas), v. 34, p. 10, 2013.
Artigo completo
Tags:
Acumulação de ConhecimentoCadeia ProdutivaFluxo de Conhecimento Interorganizacional