Personalização no jornalismo on-line: Uma análise de conteúdo dos principais jornais

26/04/2018 09:42

Este artigo descreve como as organizações jornalísticas estão explorando nos computadores de mesa e nos laptops a ideia do jornal personalizado, popularizada por Nicholas Negroponte nos anos 1990. A pesquisa é de abordagem exploratória e descritiva. Para a obtenção dos dados, adotou­se a análise de conteúdo, utilizada mediante a construção de categorias definidas a priori, que consideraram os objetivos da pesquisa e os estudos sobre customização em massa e personalização na web. Foram analisados 43 jornais mundiais que atraem um número significativo de usuários únicos por mês, 42, em todas as categorias de análise. A maioria dos jornais oferecia acesso livre às notícias, poucos limitavam a leitura de notícias mediante assinatura ou registro do usuário no site. Trinta e quatro de 37 jornais que apresentavam Política de Privacidade declaravam que coletavam informações sobre os usuários via cookies, associados ou não com outras tecnologias de rastreamento, para direcionar conteúdo editorial e comercial, bem como desenvolver novos produtos e/ou serviços. Em relação aos recursos de personalização de notícias, 36 jornais adotavam um ou mais recursos de personalização adaptável, os quais demandam tempo e esforço do usuário para configurar suas preferências; 38 incorporavam personalização efêmera e, apenas dois, personalização persistente, ambos classificados como recursos de personalização adaptativa. Os resultados indicam que a personalização nos jornais está em curso e tende a aumentar para maximizar as receitas on­line em um momento que poucas organizações conseguem fazer do jornalismo on­line um negócio rentável.

 

Referência: SCHMITT, V.; VARVAKIS, G. Personalização no jornalismo on-line: Uma análise de conteúdo dos principais jornais. Datagramazero (Rio de Janeiro), v. 14, p. 05, 2013.

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