Relações Entre Práticas de Gestão do Conhecimento, Capacidade Absortiva e Desempenho: Evidências do Sul do Brasil.

21/10/2019 14:53

No contexto econômico atual, dinâmico, com alto fluxo de capitais, produtos e informação, o conhecimento tornou-se um recurso-chave para a competitividade das organizações. A gestão desse conhecimento é necessária para as organizações alcançarem vantagens competitivas sustentáveis, por meio da inovação, uma característica intrínseca nas organizações que sobrevivem no contexto atual. Diante dos diversos desafios que as organizações enfrentam para inovar, o conhecimento externo torna-se fundamental e, consequentemente, a Capacidade Absortiva (CA) adquire importância, por ser uma capacidade-chave para criar valor a partir desse conhecimento externo. Por outro lado, as práticas de Gestão do Conhecimento (GC) são rotinas intencionais voltadas a gerenciar de forma eficiente o conhecimento envolvido nos processos da organização. A relação entre práticas de GC e CA não tem sido devidamente explorada na academia, embora a própria literatura aponte uma estreita relação entre esses conceitos. Diante do exposto, este estudo objetivou analisar as relações entre práticas de GC, CA e o Desempenho Organizacional. Para esse fim, foi utilizada uma abordagem quantitativa com as seguintes hipóteses testadas em empresas do Sul do Brasil: a) as práticas de GC influenciam positivamente na CA; b) organizações com uma melhor CA potencial têm uma melhor CA realizada; c) o nível de CA de uma organização influencia positivamente seu desempenho; e d) as práticas de GC influenciam positivamente o desempenho de uma organização. Os resultados do estudo trouxeram elementos que contribuem ao fechamento da lacuna existente no que tange ao estudo da CA dentro da GC, bem como forneceram recomendações práticas que permitirão às organizações tomar medidas concretas para melhorar sua CA e seu desempenho a partir do gerenciamento das práticas de GC. A principal contribuição deste estudo é o modelo construído e avaliado estatisticamente, o qual permitiu responder às hipóteses que decantaram dos objetivos da pesquisa. Dessa forma, constatou-se que as práticas de GC relacionadas com a Gestão Estratégica do Conhecimento, Cultura Organizacional e Estrutura Organizacional influenciam na CA Potencial; enquanto as práticas de GC das dimensões Gestão Estratégica e Tecnologias de Informação e Comunicação influenciam na CA Realizada. Evidenciou-se também que a CA influencia no desempenho por meio da CA Realizada, a mesma que é influenciada pela CA Potencial e pelas práticas de GC. Em adição, as evidências indicam que as práticas de Gestão Estratégica do Conhecimento são as mais
relevantes por terem influência significativa no Desempenho, na CA Potencial e na CA Realizada. Finalmente, foram identificados e apresentados um grupo de práticas de GC prioritário na melhoria da CA e os resultados organizacionais.

DÁVILA, Guillermo Antonio. Relações Entre Práticas de Gestão do Conhecimento, Capacidade Absortiva e Desempenho: Evidências do Sul do Brasil. Tese (doutorado), 2016.

Dissertação completa

Tags: Capacidade AbsortivaCapacidades dinâmicas.ConhecimentoPráticas de Gestão do Conhecimentosustentabilidade

Aprender a crescer: como as micro e pequenas empresas de Santa Catarina podem enfrentar os desafios do crescimento

09/07/2019 16:33

As Micro e Pequenas Empresas (MPE) enfrentam um conjunto de desafios para crescer e inovar, especialmente quando operam em ambientes dinâmicos e turbulentos como o brasileiro. Por essa razão o objetivo deste artigo é apresentar como um grupo de 11 MPE da Região Sul do Brasil cresceram e melhoraram suas capacidades inovadoras, por meio da aplicação da metodologia “Aprender a Crescer”. Descrevem-se os passos seguidos pelos empresários na  busca da inovação com foco no desempenho e na aprendizagem da equipe. A aplicação da metodología melhorou significativamente o desempenho das empresas participantes por meio de maior eficiência no planejamento e controle da produção, no desenvolvimento de produtos e pela estruturação das funções comerciais. De forma diferente às ações tradicionais de consultoria, confirmou-se a sustentabilidade desses ganhos no tempo, devido às competências desenvolvidas pelas empresas durante o projeto, destacando-se a liderança participativa e maior delegação de responsabilidades por parte dos empresários; a proatividade, compromisso e pensamento analítico dos colaboradores; a comunicação interna e o trabalho em equipe. As novas competências foram utilizadas pelas empresas para empreender projetos de crescimento posteriores sem intervenções externas. De forma complementar, o artigo apresenta os fatores críticos para a aplicação bem sucedida da metodologia, bem como, as considerações relevantes para sua aplicação em novos contextos. Procura-se dessa forma potencializar a capacidade de agir dos empreendedores.

Referência: DAVILA, G.; NORTH, K.; VARVAKIS, G.; SILVA, J. Aprender a crescer: como as micro e pequenas empresas de Santa Catarina podem enfrentar os desafios do crescimento. NAVUS Revista de Gestão e Tecnologia, 2016.

Artigo Completo

Tags: Aprender a CrescerCapacidade AbsortivaInovaçãoMicro e Pequena EmpresaTransferência de Tecnologia

O fluxo da informação no processo de design de moda: uma análise aplicada em pequenas empresas de confecção da Grande Florianópolis – Santa Catarina

09/07/2019 16:31

Pesquisa que analisa o processo de desenvolvimento de produtos de vestuário, procurando detectar a influência do uso de informação e identificar sua composição na estrutura da micro e pequena empresa. Define como questão para nortear o desenvolvimento da pesquisa, a saber: Até que ponto a informação é aplicada ao design de moda e tem interferido no processo de criação e na modelagem de vestuário desse setor em Santa Catarina? Objetiva analisar o fluxo de informação no design de moda, caracterizando os usuários e mapeando as fontes de informação envolvidas nesse processo, para detectar a relação da informação dos setores de criação e modelagem nas indústrias do segmento de vestuário e para tal planeja a) Identificar e caracterizar a micro e pequena empresa; b) Identificar e caracterizar os gerentes, e os responsáveis pelos setores de criação e modelagem dessas micro e pequenas empresas; c) Identificar as fontes de informação para o design de moda; d) Mapear os fluxos de informação envolvidos no processo de design de moda, entre as etapas de criação e modelagem; e) Verificar a relação entre a informação e o design de moda dos produtos nas empresas analisadas. Elegem como lócus para a aplicação da pesquisa as pequenas empresas de confecção de Santa Catarina, especificamente, localizadas na região da Grande Florianópolis e os sujeitos os responsáveis diretos pelo desenvolvimento da coleção. Realiza uma pesquisa exploratório-descritiva, com base em dados de natureza qualitativa e quantitativa, levantados a partir de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostram um fluxo da informação que pode ser considerado para as pequenas empresas de confecção, sob o ponto de vista do design de moda para manufatura, com criação de modelos viáveis de produção e comercialização. Mesmo não possuindo níveis de sofisticação, interpretam-se conceitos vistos nas passarelas internacionais e editorias de moda de revistas especializadas, e viabilizam a produção com recursos produtivos disponíveis visando o atendimento de seu público-alvo. Os critérios para a seleção de modelos são restritos à capacidade produtiva e aos custos de matérias-primas. O fluxo da informação detectado nas empresas lócus desta pesquisa permite a seguinte caracterização: uma como criadoras, três como adaptadoras e duas como reprodutoras. No fluxo da informação (interno e externo), prevalece o uso de canais informais, do telefone e da Internet como tecnologias e os atores (internos e externos) como principais agentes de transferência da informação.

Referência: FINARDI, C.; SILVA, E.; VARVAKIS, G. O fluxo da informação no processo de design de moda: uma análise aplicada em pequenas empresas de confecção da Grande Florianópolis – Santa Catarina. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, João Pessoa, v.6, n.2, p. 204-217, 2016.

Artigo Completo

Tags: Aprender a CrescerCapacidade AbsortivaInovaçãoMicro e Pequena EmpresaTransferência de Tecnologia