Avaliação dos Portais Turísticos Governamentais Quanto ao Suporte a Gestão do Conhecimento

23/10/2019 17:52

O objetivo dessa pesquisa visa avaliar os portais turísticos gerenciados pelas Organizações Públicas de Turismo quanto a sua capacidade de suporte à gestão do conhecimento. Justifica-se o foco nas Organizações Públicas de Turismo pelo papel que o Estado exerce no fomento da atividade turística. Ao todo foram avaliados vinte e nove portais turísticos gerenciados por Organizações Públicas de Turismo de instância de governança federal e estadual. Utilizou-se o método misto mediante a comparação triangular cruzada entre a construção de um modelo de referência de avaliação de portais turísticos com suporte à gestão do conhecimento baseado em conceitos e modelos de gestão do conhecimento, a mensuração de indicadores quantitativos desenvolvidos a partir do comparativo de três modelos de análises de portais turísticos e do modelo referencial de portal turístico; e a mensuração do instrumento qualitativo construído a partir do modelo de representação de fluxo de informação, no domínio da integração de sistemas de informação, no modelo de ciclo de vida do conhecimento e no modelo de arquitetura da gestão do conhecimento. Como resultado, pode-se perceber as deficiências administrativas e estratégicas das Organizações Públicas de Turismo brasileiras quanto ao uso dos portais turísticos como ferramenta estratégica para tomada de decisões. A ausência de integração entre os envolvidos no processo e do uso de ferramentas de tecnologia e de gestão inibem o processo de obtenção do conhecimento individual (orientação pessoal) e organizacional (orientação as tecnologias), prejudicando o mapeamento do conhecimento (individual e organizacional) bem como a construção de um repositório de conhecimento (memória organizacional). Como considerações finais, afirma-se que os portais turísticos analisados não foram arquitetados para dar suporte à gestão do conhecimento e que o seu uso é subtilizado enquanto ferramenta estratégica de gestão de destinos turísticos.

BIZ, Alexandre A. Avaliação dos Portais Turísticos Governamentais Quanto ao Suporte a Gestão do Conhecimento. Tese (doutorado)- Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.

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Tags: Gestão do ConhecimentoPortais turísticostecnologias da informação e comunicaçãoTurismo

Modelo de criação de espaços de colaboração em parcerias público-privadas-PPP por meio de comunidades de prática – CoP

23/10/2019 17:39

O objetivo da presente tese é a concepção de um modelo de criação de espaços de colaboração em PPP por meio de Comunidades de Prática – CoP. O modelo consiste no cultivo de uma CoP entre os atores sociais da inter-organização da parceria, com base num planejamento sistêmico e participativo que utiliza a Metodologia de Sistema Soft – SSM. Os laços sociais das CoP formam padrões de interação entre os parceiros e uma cultura inter-organizacional para a colaboração, e a participação na SSM favorece a criação de valores comuns, o que permite a formação de contextos adequados para o compartilhamento de conhecimentos tanto na dimensão da cultura como na dimensão da abstração. Como o modelo se aplica a qualquer tipo de parceria, independentemente de ser disciplinada por leis de PPP, o mesmo teve a sua aplicabilidade e consistência testadas em uma parceria, formalizada por um convênio entre empresas graneleiras, públicas e privadas, que utilizam um mesmo corredor de exportação de grãos, no porto de São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina. Nesta pesquisa de campo foram utilizados os métodos da História Oral temática, para verificar a existência de evidências de construtos da colaboração, e do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC, para identificar os pontos de convergência e divergência entre os conhecimentos dos parceiros. Os resultados obtidos, a partir de entrevistas semi-estruturadas com os atores sociais da gerência média e que tinham um nível similar de tempo de convivência e aprendizagem, mostrou que esse modelo da gestão de conhecimentos é aplicável e consistente para proporcionar melhores desempenhos sócio-econômicos em parcerias público-privadas, pelas sinergias produzidas dos adequados compartilhamentos de conhecimentos gerenciais.

REICHERT, Fernando. Modelo de criação de espaços de colaboração em parcerias público-privadas-PPP por meio de comunidades de prática – CoP. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento.2008.

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Tags: Compartilhamento de Conhecimentocomunidades de práticaGestão do ConhecimentoParceria Público-PrivadaPPP

Gestão das Universidades Federais Brasileiras: uma abordagem fundamentada na gestão do conhecimento

23/10/2019 17:33

As transformações no âmbito das organizações complexas exigem novas formas de gestão, maior flexibilidade organizativa, com sistemas decisórios mais participativos. Essas transformações requerem a busca da melhoria da qualidade nas estruturas e processos administrativos. As instituições universitárias continuam a enfrentar demandas que as teorias organizacionais tradicionais não conseguem atender. Nesse contexto, questiona-se qual a contribuição da gestão do conhecimento para a gestão das IFES. A partir do cenário evidenciado, sugere-se identificar as efetivas contribuições da gestão do conhecimento para a excelência da gestão das universidades federais. Como metodologia de estudo, além da abordagem quantitativa, foi adotada a abordagem qualitativa. Na pesquisa quantitativa, foi utilizada a modalidade survey, por meio de aplicação de questionário às 53 (cinquenta e três) Universidades Federais Brasileiras, criadas e consolidadas até o ano de 2008, inclusive. Na abordagem qualitativa foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas com os reitores, ex-reitores, pró-reitores, diretores de centros/faculdades ou equivalentes, chefes de departamentos, coordenadores de cursos, bem como com os docentes, técnicos e estudantes integrantes do Conselho Universitário das IFES pesquisadas. Os resultados da pesquisa indicam que as práticas de gestão do conhecimento são pouco adotadas nas universidades federais. Constatou-se a ocorrência, ainda de forma parcial, das seguintes práticas: sistemas de informações, novas formas organizacionais, estratégia organizacional, avaliação organizacional, comunicação institucional, avaliação de competência individual, planos de reconhecimento e recompensa, estímulo a criatividade e inovação, relacionamento com a sociedade, relacionamento com outras instituições e responsabilidade social. Em relação a práticas de gestão relevantes, tais como gestão por competência, memória organizacional, educação corporativa, aprendizagem e compartilhamento do conhecimento, relacionamento e aprendizagem com instituições nacionais e internacionais, raramente são adotadas nas IFES. As respostas dos questionários, das entrevistas, e demais dados levantados, cotejados com a fundamentação teórica apresentada, embasam as proposições direcionadoras para o desenvolvimento de uma abordagem de gestão das universidades federais no contexto da gestão do conhecimento.

SOUZA, Irineu Manoel de.Gestão das Universidades Federais Brasileiras: uma abordagem fundamentada na gestão do conhecimento. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, 2009.

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Tags: Gestão do ConhecimentoGestão Universitáriainstituições educacionaisInstituições UniversitáriasOrganizações

Incorporando Meta Learning: o papel crítico da expressão não-verbal na interação face a face e na performance de equipes de trabalho

23/10/2019 17:27

Na gestão do conhecimento a interação face a face é considerada a forma mais propicia para compartilhar e criar conhecimento. Ênfase é dada à interação, à conectividade e ao espaço emocional que constituem um campo de relações denominado Ba, que favorece o compartilhamento do conhecimento. Entretanto não foi encontrado um conceito claro para interação, nem para conectividade no âmbito da gestão do conhecimento. Embora as emoções estejam diretamente ligadas às expressões não verbais – faciais e corporais – também foram identificados estudos sobre a importância e o impacto dessas expressões nesse mesmo âmbito. A presente tese é resultado de uma pesquisa quali-quantitativa, de natureza exploratória, que visa contribuir para a superação dessas lacunas. Explora a importância da expressão não-verbal e a relação entre as expressões verbais e não-verbais na interação das equipes de trabalho. A pesquisa foi realizada em campo, no ambiente natural de trabalho de 10 (dez) equipes, em situações reais de interação. Considerando que a conectividade e o campo emocional são elementos centrais nesse tipo de interação, este estudo mede essas duas dimensões. Para alcançar tal objetivo se utiliza como suporte teórico-metodológico o Meta Learning Model, baseado na teoria dos sistemas complexos e em dinâmica não-linear e que relaciona a taxa entre os feedbacks positivos e negativos (P/N) e a conectividade com desempenho. Dado que esse Modelo foi desenvolvido a patir de feedbacks de expressão verbal, neste trabalho as medidas das expressões verbais são comparadas com as medidas das expressões não-verbais, para estabelecer correlação entre ambas. Os resultados revelam que a expressão não-verbal tem a mesma importância que a expressão verbal na determinação da taxa P/N e da conectividade das equipes de trabalho, com um índice de forte correlação de 0,992. Revelam também que as equipes cujas taxas P/N e cuja conectividade correspondem ao alto desempenho, segundo os critérios do Meta Learning Model, usam expressões não-verbais em proporção de pelo menos 2,9 feedbacks positivos para cada negativo. Revelam ainda que emoções negativas como a raiva, o desprezo e o nojo, por exemplo, são também expressadas não-verbalmente pelas equipes cuja tava P/N corresponde ao alto desempenho. Esses resultados indicam que a expressão de emoções positivas somente não é capaz de criar um campo emocional expansivo e conectividade nas equipes de trabalho. Para que uma equipe logre expandir seu campo emocional e se conectar, o segredo é ser capaz de manter seus feedbacks verbais e não-verbais em pelo menos 2,9 positivos para cada negativo. Esses resultados permitem conceituar interação e conectividade no âmbito da gestão do conhecimento. Também oferecem uma alternativa conceitual para Ba, que poderia ser caracterizado pela construção da adequada taxa entre feedbacks positivos e negativos (P/N) e da conectividade alcançada com essa taxa.

PAULISTA, Geralda da Piedade. Incorporando Meta Learning: o papel crítico da expressão não-verbal na interação face a face e na performance de equipes de trabalho. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, 2009.

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Tags: ConectividadeExpressão não verbalGestão do ConhecimentoInteração face a faceMeta LearningTaxa entre positividade e negatividade

Backcasting e dinâmica de sistemas como instrumentos para criar conhecimento em sistemas complexos, visando à tomada de decisão

23/10/2019 13:47

Esta tese apresenta um método que associa o Backcasting e a Dinâmica de Sistemas como instrumentos para criar conhecimento em sistemas complexos, visando à tomada de decisão. O Backcasting, instrumento de planejamento aplicado a questões de sustentabilidade e responsabilidade social com impactos significativos sobre o meio ambiente, buscando caminhos sustentáveis para atingir futuros desejados, imunes às tendências dominantes. O Backcasting, através da característica de trazer o futuro para o presente, alinha os diferentes detentores do conhecimento para um objetivo comum implícito ou explícito. A Dinâmica de Sistemas é uma ferramenta útil para trabalhar com teorias e a realidade, ganhar tempo sobre o longo e incerto sistema complexo. Sua contribuição consiste em modelar sistemas com base nas suas estruturas e nas interrelações de suas forças, vendo-as num contexto amplo e entendendo-as como partes de um processo comum. A Dinâmica de Sistemas possibilita, através de sua característica no exercício de simulação, a aceleração do processo de criação do conhecimento. O método proposto integra Backcasting e Dinâmica de Sistemas. A Dinâmica de Sistemas permite ao Backcasting um meio de monitoramento antecipado que, por sua vez, oferece à Dinâmica de Sistemas um ponto de referência no futuro. Uma aplicação deste método é realizada com o setor habitacional do município de Florianópolis, especificamente no segmento composto por famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Desenvolve-se, passo a passo, o modelo desse setor, utilizando-se a Dinâmica de Sistemas e, como instrumento de programação, o software STELLA II®. O período em estudo varia entre 2010 e 2030 e a modelagem do setor habitacional é programada de duas formas diferentes, do presente para o futuro e do futuro para o presente. Simula-se o modelo considerando três cenários: otimista, intermediário e pessimista, propondo-se para cada um deles objetivos específicos com relação ao número de domicílios a serem construídos para essas famílias no período estabelecido.

MUSSE, Jorge de Oliveira. Backcasting e dinâmica de sistemas como instrumentos para criar conhecimento em sistemas complexos, visando à tomada de decisão.Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, 2010

 

Tags: Aprendizagem socialBackcastingDinâmica de sistemasGestão do ConhecimentoModelagemresponsabilidade socialsustentabilidade

O Capital Social E A Institucionalização De Unidades De Inovação No Ambiente Acadêmico

23/10/2019 13:39

A inovação está associada à capacidade de criação e disseminação do conhecimento. O compartilhamento de conhecimentos é, portanto, um aspecto ligado à essência da gestão da inovação, uma vez que possibilita a disseminação e a criação de novos conhecimentos e consequentemente potencializa a inovação. A pesquisa que se apresenta refere-se à gestão da inovação no ambiente acadêmico, concentrando-se nos segmentos responsáveis por essa gestão, conhecidos como NIT’s, Agências, Escritórios, etc. e aqui denominados de Unidades de Inovação – UI. A problemática pesquisada consistiu na identificação de contribuições para melhorias na gestão da inovação concentrando-se no Capital Social e na Institucionalização das UI – o primeiro por ser meio de compartilhamento de conhecimentos e o segundo como suporte às necessidades estruturais das UI – Ambos foram definidos como dimensões da pesquisa. O referencial teórico apóia-se em conceitos e elementos da Inovação, Gestão da Inovação, Institucionalização de UI e Capital Social, demonstrando a forte relação de influência entre as temáticas. A pesquisa desenvolvida foi de natureza aplicada, adotando uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório; como procedimento utilizou-se a pesquisa bibliográfica e a pesquisa in loco, esta realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. O objeto foi o conjunto das UI das Universidades Comunitárias de Santa Catarina e algumas UI de Referência em nível nacional; Os sujeitos foram os gestores das UI Comunitárias; e os gestores de uma amostra intencional de UI de Referência, além de uma amostra de Pesquisadores de ambos os tipos de UI. As entrevistas foram realizadas utilizando-se um instrumento que serviu de roteiro para a coleta de dados, o qual foi composto de questões envolvendo as duas dimensões da pesquisa: 1) Capital Social, resultante da customização do Integrated Questionnaire for the Measurement of Social Capital  -SC-IQ (World Bank, 2003); e, 2) Institucionalização de UI, resultante de uma elaboração própria concebida a partir de aspectos considerados relevantes para a Institucionalização de uma UI, verificável em Pimentel(2005, 2008 e 2009), Lotufo(2009), Santos(2009) e Terra(2001), entre outros. A estruturação do instrumento constou de um detalhamento das dimensões em 4(quatro) constructos e estes em 8(oito) categorias de análise. O instrumento também foi submetido a análise de três especialistas em inovação visando realizar melhorias e assegurar sua consistência. A etapa de coleta de dados consistiu na realização de 100% das entrevistas com gestores das UI e com uma amostra envolvendo 3(três) pesquisadores de Universidades sede de UI de Referência e 2(dois) pesquisadores de Universidades sede de UI Comunitárias; se observou que as contribuições dos gestores serviram como diagnóstico e indicativo das práticas das UI, enquanto as contribuições dos pesquisadores voltaram-se mais às necessidades de melhorias das UI, permitindo assim fortalecer as proposições finais do trabalho. As práticas identificadas foram classificadas segundo as categorias de análise da pesquisa e seus respectivos constructos, comparando-se as práticas das UI de Referência com as práticas das UI Comunitárias de modo a se identificar lacunas em cada categoria. As mesmas foram organizadas por constructos e agrupadas, também por constructo de acordo com suas relações de proximidade, via diagramas de causa e efeito; os resultados obtidos, por agrupamento, serviram de base para a indicação das proposições da pesquisa. Finalmente, apresentam-se proposições, apoiadas nas dimensões do Capital social e da Institucionalização, que possibilitam a melhoria da gestão da inovação pelas UI Comunitárias.

DALL’AGNOL, Roberto Mauro. A Gestão Da Inovação Nas Universidades: O Capital Social E A Institucionalização De Unidades De Inovação No Ambiente Acadêmico. Tese, 2010.

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Tags: Capital SocialGestão da InovaçãoInstitucionalização de NITRedes Sociais