A pesquisa objetivou identificar a produção científica existente acerca dos temas memória organizacional, informação e conhecimento. Utilizou-se técnicas bibliométricas para o desenvolvimento do mesmo, seguindo as etapas de: coleta, análise e representação dos dados. O universo de pesquisa compreendeu as bases Library and Information Science (LISA), Web of Science (WoS) e Scopus, recuperando 235 documentos: 178 artigos, 22 capítulos de livro, 16 artigos de conferência e 19 livros. Identificou-se os principais periódicos e eventos, os principais autores, principais palavras-chave e frequência das publicações por ano.
Referência: SCHWEITZER, F.; VARVAKIS, G. Informação, conhecimento e memória organizacional: mapeamento da produção científica. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.21, n.1, p.137-144, 2016.
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bibliometriaConhecimentoInformaçãoMemória organizacional
O interesse organizacional contemporâneo a respeito da inovação levou a várias tentativas de domá-la por meio de amplas chamadas para as práticas de criatividade e design. Na maioria das vezes, essas chamadas fogem do confronto entre o processo de renovação contínua do efêmero de um lado; e a tradição e o preconceito, por outro. O objetivo deste texto é fazer sentido de um discurso para aumentar o potencial de criação de conhecimento de grupos, de modo a atuarem na direção do futuro, para um melhor desempenho e longevidade. Baseado no conceito de Necessidade de Enquadramento (Need for Closure), a partir de uma perspectiva hermenêutica e inspirado por uma abordagem metodológica reflexiva, o presente estudo lança luz sobre os impactos do preconceito nos esforços inovadores de grupos. Assim, este estudo propõe uma heurística baseada em determinantes de inovatividade relacionados a preconceito (denominada Prejudice Related Innovativeness Determinants Heuristic – PRIDHe), para aumentar efetivamente o potencial inovativo de grupos sociais. A heurística sugere formas de alocar pessoas em e define uma política de governança para grupos, a fim de proporcionar um ambiente criativo onde o preconceito não somente limita as ações como sugere novas oportunidades de atuar em direção ao futuro. A principal contribuição teórica deste trabalho reside nas reflexões sobre os impactos positivos do preconceito nos esforços inovativos. Em seu núcleo, o discurso proposto neste texto pode ser resumido como: organizações cientes de seus preconceitos possuem maior probabilidade de apresentar um melhor desempenho.
Referência: VARVAKIS, G.; MANHÃES, M.; VANZIN, T. O triplo desafio da inovatividade o impacto do preconceito. e-Revista LOGO, v.54 n.1, 2016.
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ConhecimentodesignGruposHermenêutica.InovaçãoNecessidade de EnquadramentoPreconceitoSensemaking
O objetivo do artigo é identificar e descrever as categorias evolutivas para um radiologista conquistar a perícia. O estudo é respaldado na teoria de aprendizagem de Bloom et al. (1956), que permite verificar os resultados de aprendizagem. A partir de um estudo qualitativo, é apresentado o processo de aprendizagem de radiologistas novatos e especialistas e explicitado cada passo necessário para se tornar um especialista em um domínio do diagnóstico por imagem. Participaram do estudo 43 de três organizações de radiologia e diagnóstico por imagem, sendo 21 especialistas e 28 novatos. A coleta dos dados foi realizada por meio de observações, entrevistas semiestruturadas e verificação dos resultados. Os resultados evidenciam que: i) para o radiologista tomar uma decisão é necessário articular os conhecimentos declarativo, procedural e condicional; ii) os radiologistas classificados como especialistas possuíam pelo menos 8 anos de trabalho, desde sua especialização em diagnóstico por imagem, o que se aproxima à regra dos dez anos de preparação para se tornar especialista, proposta no estudo de Ericsson e Lehmann (1996); iii) nem todo radiologista consegue alcançar a perícia; iv) baseado na taxonomia de Bloom et al. (1956) foram identificadas e descritas seis categorias para radiologistas. As recomendações para práticas futuras decorrentes desse estudo incluem: aumentar as atividades de aprendizagem ativa, em que a realização da atividade é colaborativa entre novato(s) e especialista(s); expor os novatos a diagnósticos desafiadores e compartilhar com especialistas a elaboração de diagnóstico para incentivar a reflexão; estabelecer ambientes seguros de aprendizagem, em que os erros são compreendidos como oportunidade de aprendizagem.
Referência: DOROW, P.; VARVAKIS, G.; TERRA, J.; NOBRE, L. NAVUS Revista de Gestão e Tecnologia, v.8. p. 109-124, 2018.
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AprendizagemConhecimentoOrganizações intensivas em ConhecimentoPerícia
O objetivo dessa pesquisa é evidenciar os motivadores no compartilhamento do conhecimento tácito, de acordo com a percepção de radiologistas integrantes de grupos de trabalhos de organizações intensivas em conhecimento. É uma pesquisa aplicada, com abordagem qualitativa e, ainda, descritiva. Como procedimento técnico para a sua realização, utilizou-se o estudo multicaso, tendo como universo de pesquisa três organizações intensivas em conhecimento de Santa Catarina. Para a coleta de dados utilizou-se a observação e entrevistas, procedendo à análise dos dados, Orientada pela análise temática. Os resultados contribuem para o avanço da teoria existente e apontam que o quando o indivíduo percebe um ambiente favorável ao compartilhamento do conhecimento, onde é reconhecido pelo seu conhecimento, ele é motivado a compartilhar, pois identifica oportunidades de aprender ao discutir casos desafiadores com seus colegas por meio de práticas que são efetivas devido às características peculiares dos grupos e da percepção que os mesmos possuem
da ação de compartilhar conhecimento tácito. Conclui-se que o feedback direto e práticas apropriadas, como revisão por pares, storytelling, mapa de conhecimentos e mentoring agem na criação de um comportamento recíproco de cooperação e pertencimento, favorecendo o compartilhamento de conhecimento tácito.
Referência: DOROW, P.; TRZECIAK, D.; VARVAKIS, G. Motivadores ao compartilhamento de conhecimento tácito em organizações intensivas em conhecimento. RECADM: Revista eletrônica de Ciência Administrativa, v.17, p. 373-394, 2018.
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Aprendizagem organizacionalCompartilhamento do conhecimento tácitoConhecimentoMotivação
Atualmente, os serviços são considerados como o principal motor das economias dos países. Nas últimas décadas, indicadores como o PIB e o uso da força de trabalho reforçaram a tendência de crescimento dos serviços na economia mundial. Como disciplina, começou a ser estudado de forma diferenciada na década de 1950 nos Estados Unidos e desde então têm evoluído tanto teoricamente quanto empiricamente. Assim, podem-se observar diferentes etapas cronológicas na evolução dos serviços nos últimos cinqüenta anos, desde aproximações a linhas de produção em manufatura até as novas tendências que são vislumbradas na atualidade. Contudo, o estudo sobre os serviços ainda está em processo de consolidação. Dessa forma, criam-se adaptações de modelos bem sucedidos na manufatura e procuram-se novas soluções para confrontar os problemas emergentes nas operações de serviço. Portanto, o objetivo deste artigo é apresentar a evolução da Gestão de Serviços nos últimos cinqüenta anos e, como conseqüência, discutir e apresentar as tendências nesta área temática. Para isto, desenvolveu-se um estudo de natureza exploratória e descritiva, com base na pesquisa bibliográfica. O artigo apresenta os conceitos teóricos com base na gestão de serviços e finaliza apresentando as tendências suportadas na engenharia de serviços. Por fim, apresentase as principais mudanças e evoluções propostas pela academia e pela prática.
Referência: MALDONADO, M.; LEOCÁDIO, L.; VARVAKIS, G.; SELIG, P. Um Estudo sobre a Evolução e as Tendências da Gestão de Serviços. XXIX Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2009, Salvador, BA. Brasil
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ConhecimentoGestão de Serviços
O presente trabalho objetiva analisar e apresentar as relações entre inovação e gerenciamento de
processos, considerando a geração de valor percebida pelo cliente e os elementos comuns entre eles, como o
conhecimento envolvido e o caráter sistêmico. A pesquisa, bibliográfica de natureza exploratória e descritiva,
permitiu constatar que as inovações são criadas a partir das iterações sociais, quando o conhecimento
apropriado pelos agentes individuais interage num domínio de conhecimento específico dentro da
organização. Quando a inovação é aplicada nos processos, objetivando sua melhoria contínua, criam-se
condições para reduzir custos, tempos e melhorar a qualidade, representando uma vantagem competitiva nas
organizações.
Referência: DÁVILA, G.; LEOCÁDIO, L.; VARVAKIS, G. Inovação e Gerenciamento de Processos: Uma análise baseada na Gestão do Conhecimento. Datagramazero (Rio de Janeiro), v. 9, p. n.3, 2008.
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ConhecimentoCriação de conhecimentoGerenciamento de ProcessosGestão do ConhecimentoInovação