Um modelo para formação de Empresas Virtuais no setor de moldes e matrizes

23/10/2019 18:22

O sucesso de uma empresa depende do seu envolvimento em novas oportunidades de negócio. Uma estratégia que as empresas estão utilizando para participar de novos negócios é a de estabelecer relacionamentos diferenciados com clientes, fornecedores e, inclusive, concorrentes. Nos últimos anos, surgiram diferentes formas de cooperação entre empresas devido à forte concorrência e à utilização das modernas Tecnologias de Informação e Comunicação. Entre os modelos emergentes de cooperação entre empresas, o modelo de Empresa Virtual, tem um potencial para ser aplicado por Pequenas e Médias Empresas, trazendo benefícios para as mesmas. No presente trabalho desenvolveu-se um modelo para ser aplicado por Pequenas e Médias Empresas do setor de moldes e matrizes, concorrentes entre si, que tenham a intenção de trabalhar de forma colaborativa formando Empresas Virtuais. No modelo propõe-se que essas empresas, antes de formar Empresas Virtuais, criem um ambiente que lhes permita desenvolver uma nova cultura de trabalho e preparar uma infra-estrutura adequada para sua operacionalização. Esses ambientes foram chamados de Ambientes para Criação de Empresas Virtuais – AmbianCEs. O modelo AmbianCE é constituído por três etapas, quais são: Preparar AmbianCE, Estruturar AmbianCE e Agir, e conta com uma Estratégia, que se baseia na aplicação da Gestão do Conhecimento, para sua implementação. A aplicabilidade do modelo AmbianCE foi verificada em um grupo de empresas concorrentes que atuam no setor de desenvolvimento e fabricação de moldes e matrizes na região de Caxias do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul. Pelos resultados obtidos, o modelo proposto mostrou ser eficaz e eficiente, viabilizando a criação de um ambiente favorável para a criação, operação e dissolução de Empresas Virtuais. As empresas que participaram da verificação do modelo AmbianCE cresceram em infra-estrutura, aumentaram o quadro de funcionários, desenvolveram novos clientes e fornecedores e, principalmente, adotaram uma nova forma de trabalho colaborativo.

VALLEJOS, Rolando Vargas. Um modelo para formação de Empresas Virtuais no setor de moldes e matrizes. 2005, Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis.

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Tags: Empresa VirtualGestão do ConhecimentoMoldes e Matrizes

ECP-Social: um modelo de avaliação da performance social empresarial

23/10/2019 18:14

O Modelo Estrutura, Conduta e Performance – Social (ECP-Social) foi construido como alternativa para a avaliação da performance social empresarial. O framework do modelo ECP-Social considera que a pressão exercida pela estrutura de mercado sobre as empresas faz com que elas ajam ou reajam adotando determinado comportamento social, o que promove a performance social. A definição dos indicadores de estrutura de mercado foram baseados no modelo ECP de Scherer e Ross (1990). A partir deste modelo foram feitas adaptações e inclusões para se desenhar a estrutura social do mercado, considerando as características econômicas dele. Já, os indicadores de conduta social fazem referência às funções gerenciais tendo sido estabelecidos indicadores sociais para as funções de administração geral, marketing e comunicação, gestão da cadeia logística, pesquisa e desenvolvimento, manufatura, meio ambiente, finanças, gestão de pessoas, assuntos políticos e assuntos jurídicos. Por fim, os indicadores de performance social apontam os reflexos dos comportamentos empresariais e da pressão sobre a estrutura da indústria através dos impactos sobre os a. & i. internos e externos. Para tornar operazionalizável o framework do modelo ECP-Social foi criada uma ferramenta que permite determinar o nível de conduta social em cada uma das funções gerenciais da empresa. Esse nível de conduta social é confrontando com a pressão exercida pela estrutura de mercado sobre a empresa, de onde se obtem o perfil social empresarial. O modelo foi testado em indústrias avícolas e calçadistas brasileiras. A partir do uso do modelo ECP- Social e sua ferramenta as empresas podem visualizar as áreas de maior e menor comprometimento social e a partir disso direcionar suas ações para as áreas estratégicas em investimentos sociais.

PASA, Carla Regina Rauber. ECP-Social: um modelo de avaliação da performance social empresarial. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção,2004.

Modelo para Avaliação da Sustentabilidade na Construção Civil nas dimensões Econômica, Social e Ambiental (ESA): Aplicação no Setor de Edificações.

23/10/2019 18:12

As questões da sustentabilidade vêm requerendo a atenção mundial e, na esfera dos negócios, coloca-se a necessidade da atuação empresarial estar voltada a contribuir para a sustentabilidade global. Assim, a empresa deve assegurar uma vantagem competitiva pelo equilíbrio entre as dimensões social, econômica e ambiental. As atividades da construção civil tem forte impacto na sustentabilidade global, quer seja pelo uso do solo, consumo de materiais não-renováveis, impactos na flora e fauna nativa, emissões de resíduos, ou pelo acúmulo de resíduos nos depósitos municipais. Este trabalho apresenta um modelo para avaliação da sustentabilidade de empresas atuantes na indústria da construção, no setor de edificações, segundo a caracterização da estrutura de mercado e pressões incidentes sobre as empresas, conduta adotada frente as adversidades e oportunidades mercadológicas assim como, do desempenho obtido. Tal proposta, denominada de Modelo ESA, busca posicionar as empresas segundo uma inter-relação tridimensional, considerando-se as pressões da indústria – conduta – desempenho frente as três dimensões da sustentabilidade: Econômica, Social e Ambiental (ESA). Para tanto, foram desenvolvidos indicadores para caracterizar as pressões do mercado internas a Industria da Construção Civil (ICC) em fraca e forte, indicadores para avaliar a conduta empresarial como fraca, intermediária e forte e o desempenho obtido pela empresa em fraco, intermediário e forte. Após efetuada a aplicação do Modelo ESA em uma empresa construtora, foi possível classificar seu posicionamento como: derrotada, sofrível, indiferente ou responsável. O modelo desenvolvido pode ser aplicado em empresas construtoras para a tomada de decisões estratégicas, visualização do posicionamento empresarial ou ainda, pode contribuir para o estabelecimento de benchmarks setoriais.

LIBRELOTTO, Lisiane Ilha. Modelo para Avaliação da Sustentabilidade na Construção Civil nas dimensões Econômica, Social e Ambiental (ESA): Aplicação no Setor de Edificações. Tese de Doutorado – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, março de 2005.

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Tags: CondutaDesempenhoEstruturaPosicionamentosustentabilidade

Avaliação da qualidade em serviços: uma proposta metodológica

23/10/2019 18:09

Este trabalho de tese apresenta uma proposta metodológica para avaliar a qualidade de serviços que busca oferecer aos gestores um suporte efetivo na tomada de decisão em busca da melhoria da qualidade do serviço prestado e a conseqüente satisfação dos clientes. Baseado nas lacunas identificadas na revisão da literatura realizada construiu-se um marco teórico conceitual que sustenta a metodologia desenvolvida. Neste marco, assumiu-se que um sistema de serviço é constituído de um conjunto de elementos que ofertam em seu interior funções de serviço aos clientes. Essas funções, de acordo com a característica básica de sua operação, podem ser classificadas segundo uma tipologia proposta pelo autor. Através desse enquadramento tipológico o analista se orienta para o estabelecimento dos indicadores (determinantes da qualidade) de performance de qualidade de cada uma das funções de serviço ofertadas aos clientes. A estrutura operacional básica da metodologia proposta segue o seguinte fluxo: primeiro deve-se elaborar um mapa representativo da estrutura do sistema do serviço depois, parte-se para uma priorização das variáveis contidas no sistema, para finalmente avaliar a performance de qualidade das funções do serviço. Como produto dessa aplicação apresenta-se aos gestores um conjunto de informações ordenadas, de forma estratificada, hierarquizada e direcionada, que permite que os mesmos tomem melhores decisões visando, a melhoria da qualidade do serviço e a conseqüente satisfação dos clientes. Para validar a metodologia proposta, a mesma foi aplicada em uma empresa do ramo hoteleiro. Cujos resultados permitiram concluir que a mesma atingiu de forma satisfatória os requisitos delineados no trabalho.

SIQUEIRA, Daniel Madureira Rodrigues. Avaliação da qualidade em serviços: uma proposta metodológica. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,2006.

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Tags: avaliaAvaliação da qualidadeGestão de ServiçosQualidade em serviços

Um modelo para a formulação da estratégia de operações de serviços

23/10/2019 18:04

Este trabalho propõe um modelo para a formulação da estratégia de operações que busca uma adequação às peculiaridades dos serviços, direcionando o foco dos gerentes de serviços para os aspectos específicos de seu sistema de operações. Partindo do pressuposto que os serviços são diferentes da manufatura e demandam uma abordagem específica na gestão de operações, foi identificado em uma ampla revisão de literatura um conjunto de requisitos para o processo de formulação da estratégia de operações de serviços. Esses requisitos serviram como parâmetros para a avaliação dos modelos existentes, o que permitiu verificar que nenhum desses modelos era plenamente adequado para a formulação da estratégia de operações de serviços. Com base nos requisitos identificados na literatura e nas contribuições dos modelos existentes, foi desenvolvido um novo modelo que procurava conciliar as características dos serviços com os desenvolvimentos recentes na área de estratégia de operações. O modelo proposto nesta pesquisa pode ser desdobrado em dois níveis: estrutura conceitual e procedimento de formulação. Enquanto o primeiro nível está situado no plano teórico-conceitual, o segundo nível tem um caráter mais aplicado, sendo responsável pela operacionalização dos conceitos que dão suporte ao modelo. A pesquisa de campo para testar a aplicabilidade e refinar o modelo foi realizada em uma empresa do setor de fitness, seguindo os princípios da pesquisa-ação. Além de permitirem constatar que o modelo era de fato aplicável para operações de serviços, os resultados da pesquisa de campo confirmaram que a estrutura conceitual e o procedimento de formulação eram elementos necessários e intrinsecamente relacionados. Ao passo que a estrutura conceitual traz uma perspectiva diferente para gerentes e pesquisadores, o conjunto de ferramentas do procedimento de formulação facilita a internalização de conceitos que representam uma evolução do modelo tradicional da estratégia de manufatura.

SANTOS, Luciano Costa. Um modelo para a formulação da estratégia de operações de serviços. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,2006.

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Tags: Estratégia de operaçõesModelos de GestãoOperações de serviços

Modelo da participação do cliente na produção de edificações por encomenda

23/10/2019 17:56

Esta pesquisa aborda a relação entre o projeto e a obra e trata do problema das adaptações e alterações do projeto durante a execução. A compreensão atual do problema, baseada no conceito de produção como transformação de recursos em produtos, prescreve o projeto de acordo com os requisitos do cliente e a obra em conformidade com o projeto; as alterações seriam decorrentes das inconsistências do projeto ou das deficiências da obra e prejudicariam a produtividade e a qualidade. Esta perspectiva, talvez adequada para a produção de bens para o mercado imobiliário, desconsidera que as necessidades do cliente são dinâmicas e que o ambiente exerce influência sobre as suas expectativas. No entanto, quando é o cliente que encomenda a obra como um serviço, há um conflito entre o alcance de seus objetivos e a conformidade ao projeto. Isto sugere como objetivo para este trabalho a apresentação de um modelo da produção que concilie as lógicas de manufatura com as das operações de serviço, permitindo uma nova compreensão do problema. Para que este objetivo seja alcançado, a pesquisa revisa a literatura da gestão da produção, do processo de projeto e das operações de serviço; formula um modelo para expressar a participação do cliente; verifica a sua aplicabilidade e avalia as implicações do modelo na teoria e na prática. O resultado da pesquisa indica que o cliente desempenha papel gerencial na avaliação do processo e dos seus resultados, que a sua participação reduz a consistência do projeto mas direciona a produção para o alcance de seus objetivos e que estas alterações do projeto na obra são inerentes ao processo. O modelo apresentado, ao aproximar as abordagens de gestão de manufatura e de gestão de serviços em uma visão integrada, pode servir para o estudo de operações que tem como produto um mix de bens e de serviços.

MAYR, Luiz Roberto. Modelo da participação do cliente na produção de edificações por encomenda. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.

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Tags: Gestão de ProjetosGestão de ServiçosProdução de edificações