Este artigo tem como objetivo estabelecer uma associação entre as práticas de gestão do conhecimento e as capacidades dinâmicas, centrada na ideia de que as práticas suportam o desenvolvimento e manutenção de capacidades que possibilitam gerir e combinar recursos em novas configurações e serem capazes de gerar fontes adicionais de competitividade. Para análise, foi adotado o caso da maior distribuidora de energia do Norte-Nordeste Brasileiro. Trata-se de um estudo de cunho exploratório e descritivo, e de abordagem qualitativa. Como resultado, observou-se que a implementação das práticas da gestão do conhecimento permitem configurar as capacidades dinâmicas das organizações.
Referência: ROSSATO, J.; SOUZA, L.; VARVAKIS, G. Práticas da Gestão do Conhecimento Associadas às Capacidades Dinâmicas. O Caso da Maior Distribuidora de energia do norte-nordeste Brasileiro. II CIKI – Congresso Internacional de Conhecimento e Inovação, 2012
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Capacidades dinâmicas.Distribuidora de energia brasileiraPráticas de Gestão do ConhecimentoVantagem competitiva
No contexto atual das organizações, vistas como entes cognitivos, cujo principal ativo é o conhecimento, torna-se fundamental compreendê-lo como recurso e geri-lo de forma sustentável. Logo, é necessário utilizar métodos e estratégias para identificar e compreender o conhecimento de forma sistemática e orientada aos resultados e objetivos organizacionais. Neste cenário, a gestão do conhecimento é vista como uma abordagem integrada por processos de identificação, criação, compartilhamento, armazenamento e aplicação do conhecimento como recurso valioso para as organizações. No que tange a estes aspectos, alguns autores afirmam que para gerenciar é preciso mensurar, da mesma forma que as iniciativas de gestão do conhecimento necessitam ser avaliadas, a fim de certificar quais ações estão em andamento, como são percebidas pelos seus colaboradores e, quando necessário, elaborar redefinições estratégicas relacionadas à gestão do recurso conhecimento. Neste contexto, este trabalho tem por objetivo analisar o recurso conhecimento como ativo organizacional em um Programa de Pós-graduação. Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de abordagem quali-quantitativa, que por meio de estudo de caso analisa as dimensões e práticas de GC e a caracterização dos eixos de conhecimento crítico. Para isso, foi proposto um procedimento metodológico adaptado ao estudo de caso, que permitiu analisar de forma transversal o recurso conhecimento e identificar como o mesmo é percebido pelos docentes do Programa. Como resultado da aplicação e análise da correlação dessas dimensões, foi possível inferir sobre o papel da tecnologia da informação como suporte para realizar os processos da gestão do conhecimento. De forma a corroborar esta visão, deve-se potencializar as práticas de GC identificadas de forma a contribuir com os resultados e objetivos do Programa. Neste sentido, faz-se necessária uma liderança voltada para gerir o recurso conhecimento e articular as práticas consideradas informais pela organização, de forma a promover um maior alinhamento transversal entre as diferentes áreas de pesquisa. Quanto à visão estratégica do recurso conhecimento como um processo é suportada pela identificação e caracterização dos eixos críticos de conhecimento, que estão alinhados aos resultados e objetivos do planejamento estratégico do contexto estudado.
FRAGA, Bruna Devens. Conhecimento como ativo organizacional: estudo de caso em um programa de pós-graduação. 2015. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.
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Avaliação de Maturidade em Gestão do ConhecimentoEixos de Conhecimento CríticoGestão do ConhecimentoPráticas de Gestão do Conhecimento
A revisão analítica dos fundamentos teóricos deste trabalho reforça a necessidade de desenvolver trabalhos empíricos relacionados à compreensão de como efetivamente ocorre a gestão das relações e dos recursos, em especial do conhecimento, em redes interorganizacionais, formadas por intermédio da terceirização. Ante tais constatações, esta tese tem como objetivo compreender como ocorre a conexão entre as práticas da gestão do conhecimento e os mecanismos de coordenação que garantem a coerência e a conectividade em uma rede de valor terceirizada. Para aprofundar tal problemática, tentou-se, a partir de evidências empíricas, elaborar proposições teóricas que poderão contribuir para o melhor entendimento da dinâmica de funcionamento da rede de valor terceirizada. A pesquisa empírica foi conduzida por meio de entrevistas com diretores, gerentes, coordenadores e colaboradores de quatro distribuidoras brasileiras de energia elétrica. Os resultados da pesquisa levaram às seguintes proposições: a) ao terceirizar várias atividades da cadeia de valor, as distribuidoras passaram a gerenciar não mais uma cadeia de valor como pensada inicialmente por Porter (1985), mas sim uma rede de valor constituída pelas empresas terceiras; b) é responsabilidade da distribuidora, por meio da implementação e disseminação das práticas da gestão do conhecimento, promover o fluxo informacional, facilitar a comunicação e o alinhamento das estratégias, reduzir as assimetrias e estabelecer expectativas comuns com as empresas terceirizadas; c) as diferenças percebidas entre os casos pesquisados estão associadas aos níveis de consolidação dos mecanismos de coordenação de cada distribuidora, que dependem da implantação e da amplitude das práticas da gestão do conhecimento; d) quanto mais práticas a distribuidora consegue implementar e disseminar junto às empresas terceirizadas, mais consolidados são os mecanismos de coordenação que suportam os resultados da rede de valor; e e) a congruência entre os mecanismos de coordenação e as práticas da gestão do conhecimento potencializa a conectividade e a coerência entre a distribuidora e as empresas terceirizadas. O encadeamento desses atributos garante vantagem competitiva sustentável ao promover a criação, disseminação e uso do conhecimento na relação entre contratante e contratado. Acredita-se que esses resultados também poderão orientar as ações gerenciais que implicam a formação, gestão e compreensão do fenômeno organizacional da rede de valor formada por empresas terceirizadas.
SOUZA, L. L. C. Mecanismos de coordenação e práticas da gestão do conhecimento na rede de valor terceirizada: estudo no setor elétrico. 2011. Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.
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Gestão do ConhecimentoPráticas de Gestão do Conhecimentoredes de valorsetor elétricoTerceirização